Rodas

Tudo o que faço disfarço
num abraço um passo em falso
que quero esconder
Tudo o que fazes me trazes
em frases caladas
e sabes que eu as posso ouvir
Mas o que mais quero é
que sejas sincero e
espero que o sejas sem eu te pedir
Pois quando te peço
as palavras eu meço
e ingresso
num néscio rodeio infantil
Não quero assustar-te,
ou ainda abafar-te, pois
creio ser arte manter-te
aqui
Quando estás comigo,
entendes o que digo
És meu abrigo
um amigo
és perigo que eu sigo
cega sem medo
e me perco
no enredo que há tempos
eu mesma
traço pra mim

Poema classificado e publicado no livro do 9º Concurso de Poesias da Universidade Federal de São João del-Rei.

Comentários

Unknown disse…
Mas que lindo!
Observações:
Néscio : que chique
As sigo, as trazes, etc: que talento pra botar tudo num português correto e bonitinho.
Essa é a guria ;)
Anônimo disse…
Gostei vc fala com uma verdade..
Pareçe que vc entende tudo o que acontece
Alex P. disse…
Li um comentário no post anterior (O Gato), falando sobre o ritmo de suas palavras.

E me identifiquei com o comentário, pois ao ler, eu também me envolvi pelo ritmo que você cria pela dança de suas palavras.

Muito talentosa.

Certamente aparecerei mais vezes por aqui.
Unknown disse…
É verdade...
Não sei se sou eu que to querendo enxergar isso, mas parece que esse poema tem um ritmo de roda mesmo...uma coisa meio valsante hehehe
John, O Lobo disse…
Ritmo, isso, essa é a palavra!

Poesia é isso, é ritmo e as suas têm.
Realmente você cria um ritmo que acab envolvendo quem lê, muito interessante!
Nanda disse…
Absolutamente lindo.

My God.
Anônimo disse…
"creio ser arte manter-te
aqui
...
no enredo que há tempos
eu mesma
traço pra mim"

ótimo!!! hehe
Anônimo disse…
me sinto uma completa analfabeta para fazer qualquer comentário pensante..hehe
fico aqui com minha ignorância com as palavras e só contemplo...
LINDO..
hum..mas o ritmo..ah, esse dá pra escutar aqui bemmm longe..!
Anônimo disse…
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