Insipidez

Não há dor
Não há frio
Não há tristeza
Não há nada.

Não me olhe nos olhos
Não enxergue minha alma
Não me dê um beijo
Não se renda ao desejo
Não esconda nada

Não prometa coisas
Nem vá se iludir
Não me faça perguntas
Não peça desculpas
E também não espere
Que eu as vá pedir

Não me toque
Não me encoste
Não se esconda
Não sorria

Não me siga
Não se lembre
Não diga "nunca"
Nem "para sempre"

Não fique triste
Não fique só
Não se explique
Não se esquive
Não tenha medo
de se encontrar

Comentários

Rubia disse…
Não tenha medo de esquecer como as pessoas machucam. É preciso esquecer que as pessoas machucam.
Carlos Ilha disse…
Ilana, já li alguns poemas e quero dizer que sua verve corre nas veias como o oxigênio que tanto precisamos para viver. Ademais o atavismo em cada verso é inegável, embora impregnado pelo requinte feminino. Parabéns pelo seu trabalho. Um abraço, Carlos Ilha.

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